Agora somos só nós dois
E não temos que provar pra mais ninguém
Amor, eles não conseguem perceber como é real
Que a gente se encante com alguém, assim…

Existem mil mistérios que renovam os nossos planos
De seguir acreditando nesse nosso amor
E nada do que digam vai mudar
O que pensamos deixa estar
E agora vamos, já chegou

Meu coração vai te mostrar
Que esse amor não precisa esperar não precisa esperar

(Deton)
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Sol e Sereno

-Pedi pra você busca-lo hoje.
-Eu sei, me desculpe.
-Isso sempre acontece.
-Isso o quê?
-Você.
-Eu?
-Nós. Todos os dias.
-Desculpe.
-Pelo que?
-Por não te fazer feliz.
-Não precisa falar assim.
-Desculpe.

-Onde você vai?
-Não sei. Quero ficar sozinho.
-Mas eu não quero ficar sozinha.
-Você não vai estar sozinha.
-Quero ficar perto de você
-Talvez você precisasse de um tempo de mim hoje. Não sei…
-Para de falar
-Apenas quis ser prático
-Desculpe.
-Por?
-Por pedir demais.
-Você não pede demais nunca.

-Não é difícil, sabe? Nós.
-Não. Tem um ritmo premeditado, uma sequência repetitiva, e sempre o mesmo fim. Sempre.
-Tão monótono assim?
-Eu diria ordenadamente fluido.
-Isso é bom?
-Isso somos nós. O que você acha?
-Do quê?
-Disso.
-Acho fácil. Fluido.
-E isso é bom?
-Isso é inevitável. Eu e você.
-Por isso que eu disse que sempre tem o mesmo fim. Nós somos o trajeto..
-Os sujeitos, e os obstáculos…
-E também o deleite
-É muita coisa para ser

-Será que não damos conta?
-Somos perfeitos para o papel.
-Nós também somos o papel.
-Chega a ser cômico
-Você acha?
-Você não?
-Mas é cômico.
-Faz quanto tempo?
-Alguns anos
-Você está cansado?
-Não. Só me esqueci de busca-lo hoje.

-Ele se parece muito com você.
-Obrigado.
-Pelo quê?
-Por isso. Você, ele. Nós. Por ele se parecer comigo. Por cobrar demais.
-Você disse que eu não cobrava demais.
-Ah, é. Você não cobra
-Eu sei que não…

-Posso tirar as roupas do varal?
-Eu adoraria.
-Você está linda…
-Nascerá outro.
-O quê?
-Estou esperando, meu amor. E esta será a sua cara também…

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Caminhava sozinha. Era encontrada, boa e virtuosa. Fazia planos, encontrava enganos, descobria..
Cheia de vida; Vida de amor.. A juventude de sua época que não lhe pertencia.
Interpretava papéis, redigia roteiros, resumos e preces. Caminhava. Acompanhada, falava; no fim, mudava; No outro dia, o mesmo mais do mesmo
Era bela, amada, cercada, feliz. Nada mais pedia seu coração novo e renovado, meramente inacabado, parado e com ferrugem. Sabia dos princípios, das leis, das coisas da vida… Lia sobre, escrevia sobre.
Caminhava… Raio, relâmpago e trovão;
Ela se jogou da janela do quinto andar: Nada fácil de entender..
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O bom é estar com você; é sentir você; é falar para você sobre o meu amor.

O bom é te segurar pela mão, é te pedir perdão, é ter perguntar mil vezes a mesma pergunta e nenhuma resposta obter

O bom é mexer no seu cabelo enquanto você dorme, é agradecer a sua mãe pelo convite a ir a sua casa..

Melhor que isso, só sentir o seu abraço; passeando pela areia de Ipanema, caminhando pelos lugares mais inusitados acompanhadamente…

O bom é quando você me pede para subir em suas costas, sendo que sequer consegue carregar-me

O bom é sentir ciúmes de você, sentir saudades de você, dar satisfação a você, privar-me de coisas por você, deixar-me coisas por você

O bom é sentir a presença de um na vida do outro; a ausência de um na vida do outro.. Pois é no equilíbrio entre presença e falta que mede-se o valor do amor

O bom é deixar-se preencher pela falta de explicação; saber que apenas o silêncio nos basta.

O bom é perder a paciência, é chegar na desavença, é pedir mais do outro do que ele pode dar; para depois perceber que não é preciso mais do que o que já se tem..

Bom saber que nossa previsibilidade traduz-se numa infinita sede desse mesmo amor de sempre

O bom é o começo, é o meio, é o fim; Pois sabemos que depois deste infinito ciclo haverá outra etapa;

Ela chamar-se-á recomeço, e trará consigo a paixão, o amor, a união e a certeza, tudo isto junto, num potinho..

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Pintada

Anotei. Anotei tudo. Selecionei as mais importantes notas mentais e anotei-as também. Persegui cada detalhe, revisei, revivi, repeti, comecei tudo de novo e pus meu fim também de novo. Tracei todo e qualquer tipo de caminho por aquele corpo branco e pintado, sem na realidade ter algum pensamento preso à mente, fazendo por fazer, como uma compulsão, obsessão. Como se minha vida toda fosse aquilo.
De vez em quando voltava à superfície, à mim mesma, perguntando-me porque estava ali, dentre outras perguntas que em poucos segundos já respondia. Era uma tentatida vã de prender-me à realidade da vida. Não que o meu devaneio fosse sobre o irreal, todos os dilemas e problemas que nos cercavam me faziam ter a certeza de que, sim, eu velejava sobre o mundo real, e tudo o que existia era real. Eu não imaginara nada! Dessa culpa, livro-me. De tantas outras culpas já considero-me merecedora. Mas não era isso o que eu queria saber.
O modo pelo qual os sentimentos delineavam-se, a trajetória que a vida desenhava.. Para mim, havia somente o turbilhão. De dúvidas, de novidade, de falta de sabedoria. Tanto amor que me cegava.
Tanto amor… Os meus dedos faziam o amor sobre aquela pele branca e pintada, os meus olhos mergulhavam no borrão daquele presente que se fazia eterno, e todo o meu eu não tinha mais obrigação alguma. Eu não sabia dizer se perdera-me definitivamente, ou se poderia sobreviver somente com aquilo. Tudo o que eu sabia era inconsciente, era a manifestação silenciosa da minha fidelidade, da minha natureza, do meu próprio eu, e do nosso próprio eu. Era pura emoção, depois de pensar tanto! Longe dele eu pensava tanto, mas com meus dedos sob sua pele branca e pintada, o pensamento calava, impressionado.
A textura e o timbre da pele fisgara não somente meu corpo, mas também minha alma, e apesar disso minha mente tremia, inquieta, ao sentir o poder da prisão. Ao sentir que, nesta pauta, ela era inteiramente livre. Uma liberdade meticulosamente planejada, que não era nada o que planejara. Uma contradição vaga, um erro sutil, um vagão de metrô superlotado. Tudo com a delicadeza do horizonte.
Eu me acostumara a não ter futuro certo; A saber que nosso futuro era a eternidade e nada mais. Acostumara-me a fazer anotações mentais complexas que, por fim, aos meus olhos revelavam-se apenas rabiscos. Acostumara-me a vagar, vagar, vagar, juntos com meus dedos sob sua pele branca e pintada, sem destino, sem fome, sem desejos. A ter a clareza do que é importante. Acostumara-me a esse amor que me mandava, me mudava, me fazia, me seguia, me explorava, revirava, iluminava… E todas as coisas eram lindas, infindas, queridas… Porque era isso o que ele emanava; era isso o que nós me fazia. Porque eu, quando incompleta, tinha muito a dizer, e hoje, completa, muito tinha a sentir.

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O brilho que se foi
Fugiu por entre os dedos dos famintos
Levou-o o tempo para quem precisava mais

Ainda há calor
Ainda há pensamento; O vento
que insiste em relembrar o que passou e..

O que ficou para depois
Há de ter que ser independente
Criar força em si mesmo.. Amar além do amor

O brilho que se foi
Não enseja epitáfio posto que avisou por carta que iria voltar
Nós vamos esperar?
Nós vamos esperar?

Enlaça nossas mãos atadas para junto ao mar.. Na série de pensamentos e passar das águas incessantes
Nós ficamos

Juntos
Separados
Cansou-se o amor de esperar sozinho
Deixamos o amor
Sozinho

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O amor é…
                   plenitude
é certeza, é acompanhar segurando a mão
é mão no cabelo, braço na cintura
é olhos um no outro
é mente acesa desconcentrada
é todo o resto de luz apagada
é satisfação ilíquida, é buscar por mais daquele e deleitar-se de prazer
é orgulho ferido, é sentir-se em abrigo
é lar, é mudança de lar
é querer sempre estar
é nunca cessar.. É sorriso de alma
É eu e você

O amor é…
plenitude
é certeza, é acompanhar segurando a mão
é mão no cabelo, braço na cintura
é olhos um no outro
é mente acesa desconcentrada
é todo o resto de luz apagada
é satisfação ilíquida, é buscar por mais daquele e deleitar-se de prazer
é orgulho ferido, é sentir-se em abrigo
é lar, é mudança de lar
é querer sempre estar
é nunca cessar.. É sorriso de alma
É eu e você

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Sentei-me após o dia cheio que tive. Cheio de tédio, cheio de cansaço. Essa era eu não somente às 18h, mas também às 07. Não sei exatamente quando eu me tornara assim, mas este cansaço me consumira. A vida me consumira. “Passa-me um café”, ele pediu. Passei. Eu não gostava de café, mas beberia junto com ele. O observei. Estava velho, com voz rouca. Cabelos ralos e certa proeminência abdominal que nunca tivera. Talvez estivesse cansado também. Talvez eu o tivesse cansado. Não viajávamos há alguns anos. Apenas sorríamos enquanto tomávamos café.
Quando será que acordei e não vi mais vestígios da antiga paixão? Não me recordava. Fazia algum tempo. Minhas costas doíam demais para paixão. Éramos amigos, porém. Meu melhor amigo… Ainda que não houvesse mais segredos a serem compartilhados. Será que fomos felizes durante todos esse tempo? Lacrimejei. “Nós fomos?”, perguntei-lhe. “Sim, meu amor”. Segurou minha mão.
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"Não achei que você me encontraria". Sussurrei. Baixinho para que nem eu mesma pudesse ser capaz de escutar. Para que nada mudasse. Para que eu estivesse sonhando.. E pudesse voltar ao meu solitário lamurio. "Ah, mas eu estou aqui!", gargalhou. Fitei-o seriamente, com um sorriso nos lábios. Sorriso tímido. Pequeno. Não sabia se vê-lo me faria feliz.. Eu já estava tão triste. E já o vira tantas e tantas vezes..
Sentou ao meu lado. “Deixa eu adivinhar.. Não deu certo?”. Fechei os olhos. “O que você acha?”, eu perguntei. Pensei no que poderia significar minha imagem desiludida, sentada atrás do sofá, sozinha e calada, num ambiente com baixa iluminação. Óbvio que sua pergunta era retórica. Ele estava lá com aquele olhar irresponsável de menino que já me divertira tanto. Riu de mim. “Se te serve de consolo, para mim também não deu”. “Ah, serve sim! Agora depois de tanto tempo nós nos reencontramos e vamos descobrir que fomos feitos um para o outro?”, eu disse, agora rindo de verdade. Depois de cinco anos.. Pareciam vinte. Ou apenas um só. Tínhamos mudado. “Claro que não!”. Rimos juntos.
Os traços ainda eram os mesmos. No fundo.. Ainda havia muito em nós daquelas crianças de 14 anos. Nos beijamos.
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Parei para escutar o brilho dos seus olhos Para que te deixasse me dizer o Significado disto tudo
Senti o cheiro do mudo mover dos seus lábios sobre o meu corpo Enquanto minha mente em subitos rompantes persistia na tentativa de compreensao.. Eu jamais te entenderia, arrepiei-me ao pensar.. Imergi por me desligar, ascendi ao te tocar… E nesta imersao de atos e duvidas percebi que era apenas isto
Apenas amor
This was posted 10 months ago. It has 2 notes.